Wednesday, December 29, 2004

Capenga, porém viva!

Ai, ai, ai!! É só o que eu tenho dito desde ontem! Depois de sair do Matula de ambulância, toda entrevada, sem condições nem de levantar a cabeça, descubro uma hérnia em meu corpo! Sairá da minha barriga como um alien?? Ai que medo!
Durante dez dias, disse o médico, terás de ficar em repouso absoluto!
- Não posso beber?
- Não, nem dançar, nem pular...
- Nem aquilo doutor?
- Aquilo o quê?
- O senhor sabe aquilo que todo ser humano saudável faz ... aquilo! (gestos obscenos inenarráveis)
- Nada minha filha, te tornarás um exemplo de virtude até o dia oito de janeiro do ano que vem!!
Ai... o meu reveillon! Ai... a farra prevista, o vinho, a cerveja! Ai... o meu namorado!!!
Eu viro o ano meio assim assim, no entanto cercada de pessoas queridas! Que vão beber, dançar, fazer aquilo...
- AI QUE INVEJA!

Monday, December 27, 2004

Ho ho ho!

Natal, natal ô festinha meia boca! O nascimento do menino Jesus afinal foi ou não foi dia 25 de dezembro. Que saco comemorar esta data. Não nego que gosto das comidas, dos presentes e da farra na madrugada, mas acredito que poderíamos fazer tudo isso em uma data que não fosse obrigatória a celebração. Já celebro muito com os meus, e posso dizer que me é suficiente. Além do mais já tem o Círio, que, sinceramente, é bem mais divertido, com menos correria e atropelos do que o Natal.
Assim mesmo, no final sempre é bom comer peru, rosbife, nozes e todas aquelas coisas suculentas e raras. Esperemos então pelo Ano Novo, que este sim promete.
Um beijo a todos os meus estimados leitores, que hoje terão de se contentar com este post safado de quem não tem lá muito o que dizer!
Júlia

Wednesday, December 15, 2004

Olá caros leitores

Sendo este o blog mais frequentado da Internet, não posso eu, a autora e dona deste espaço virtual, deixar de dizer quais as minhas opiniões sobre os atuais acontecimentos políticos e econômicos do Pará e do mundo...

- É uma puta sacanagem o que estão fazendo com o PAPÃO, esses mineiros sem vergonha querem derrubar nosso time no tapetão para que o timeco deles fique na primeirona. Ô raiva que eu tô de torresmo, falar mansinho desse bando de sonso. Ah seus filhos da p... se eu pego um mineirinho desses eu parto a cara do maldito...

E aqui vai a minha pequena, mas importante, contribuição para a formação de meus queridos leitores. Sigam meu exemplo, mantenham a compostura e leiam sempre os principais jornais de suas cidades!

Muitos beijos e abraços!

Wednesday, December 08, 2004

Caso perdido

Caso perdido

Me perco nas palavras que procuro te dizer. Pensava até ontem que eras o tal, aquele que iria acabar com meus sonhos, com a busca cansativa sem perspectivas. Imaginei que seria feliz assim, fácil, sem trabalho, destruindo prazeres, vontades e sonhos de outros. Não me importei e acabei por fim destruindo em mim o que pensava tirar de estranhos, nem tão estranhos afinal. Agora vivo presa em uma cidade, num quarto que não é meu, nem quero que seja. Mas como abrir a porta e sair sem que todos acordem, sem que as fúrias sejam despertas, sem muito alarde. Como não destruir os planos que também construí, por medo.

Como vencer a solidão que me acompanha, tomar o rumo sozinha. Esquecida das dores que nem são minhas. Porque me importar que os cacos furem teu pé, se só assim correrei livre. Pra que te esperar, te brigar, te exigir coisas que não quero mais pra mim. Saber como sair sem ser covarde, sem desistir aos poucos do que sentes por mim. Mas és tão burro e egoísta que nem sequer percebes, ou sou eu quem não mostra, que não és o tal, estás longe de ser e nem quero tentar.

Não ouves minhas súplicas, pequenas pistas de minha insatisfação, manténs o erro mostrando assim que tu, também, já não te importas mais. Os filhos que já tem nome, a casa que já tem lugar não passam de brinquedos que podem ser quebrados e substituídos sem maiores traumas. Analogias infantis encontraram lugar de ser nesta estória, pois sou imatura, não sei quem e o que quero de ti. Não és tu o tal. És bom, amoroso, egoísta, infantil, mesquinho, agressor. Não gosto de ti, mas me tens como poucos me tiverem, quiçá nenhum, nunca.Percebe o que te digo e me salva desta vida, sou mais só contigo, me liberta para de amar, se é que me amas. Sou e és uma muleta encontrada ao acaso num momento aleijado, deformado da falta de com quem fazer.

Encontramos nossos corpos juntos sem querer e o mantivemos assim por tesão, paixão, durante o pouco tempo que isso restou. Agora o que sobra é a mágoa, a repulsa o pouco interesse em tuas coisas, o pouco caso que faço de ti. Nem devias me amar, como podes me amar. Eu deixo tudo isso tão pouco claro? Sou tão boa fingidora? Não quero ser, percebe logo que o fim já até passou e que agora as coisas estão encalhadas num quarto que não é meu, numa casa estranha, cujos móveis eu nem acho bonitos.

Friday, December 03, 2004

Cacaracacá

Saudades de um amigo torto, que deixou saudades e anda aprontando por aí, longe da matulagem. Dandan caiu de para-quedas em Belém e trouxe alegria para nossos dias nublados da Cidade das Mangueiras.
Vaidoso, debochado e muito querido por todos aqui. Fará falta e sem dúvidas nossos dias serão mais chatos sem suas histórias absurdas e sem o gritar incansável de sua voz - falava alto e sem parar a criatura.
Espero que esteja bem e produzindo bastante na terra natal.
Beijocas Dani,
Seja feliz!