CAMPANHA
Pensei que pudesse escrever em tempos de campanha. Tentei algumas palavras longe do que me cercava, mas foram inúteis repetições dos temas recorrentes. Decidi por ódio e inevitabilidade comentar, por fim, impressões de minha mais nova experiência no ramo quase publicitário, senão completo, da campana (mesmo) eleitoral. Horas de telefonemas, de jingles, de discursos, de frases feitas, de crianças beijadas, de pobres abraçados, de gente prolixa, mentirosa, demagoga, uma insuportável luta contra a cooptação, contra a ideologia, contra as verdades há muito acreditadas. Ufa... foi uma luta em glória, árdua e perdida! Aos meus peço perdão e aos outros, lamento muito as decisões mal tomadas. Votei errado, por motivos escusos, votamos todos.

3 Comments:
Nem te estressa que na democracia burguesa é assim mesmo. Voto é útil ou inútil e cada um sabe onde lhe aperta o calo. Nossos templos, como disse o taxista inteligente que me conduziu outro dia, são erigidos ao dinheiro.
Colocando melhor: o inteligente taxista, como a maioria dos que eu conheço ;-)
De fato, votamos todos.
Mas daqui há dois anos, quem sabe...?
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